Diagnóstico do linfedema

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Um profissional com experiência no diagnóstico do linfedema é essencial para o sucesso no tratamento.

A história e exame físico do linfedema talvez seja o principal ponto do processo de avaliação. Na história deve-se incluir dados do aparecimento dos sintomas, como idade de início, localização, presença de dor ou outros sintomas, progressão do inchaço, fatores causais (lesões, câncer, infecções) e antecedente familiar. 


Após colher uma história completa do quadro, segue-se para o exame físico da pele, tecidos moles, linfonodos e sistema vascular.


Alguns exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico, no plano e prognóstico do tratamento. São eles: ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom, linfocintilografia e fluorescência infravermelho.


A mensuração do volume dos membros pode ser feita de três formas: fita métrica (perimetria), volumetria e perometria. Com as medidas da perimetria por meio da fórmula do cone truncado, calcula-se o volume. Todas podem ser utilizadas para pesquisa se utilizadas de forma criteriosa e padronizada. 


A bioimpedância espectroscópica é outro método que avalia o fluido intersticial e outros componentes, mas não diferencia o edema de linfedema.


Para mensurar a textura da pele e a quantificar a resistência da pele existe o tonômetro e a constante dielétrica do tecido. Testes genéticos e outros exames de imagem podem ser usados para auxiliar no diagnóstico de patologias específicas e que podem estar associadas ao linfedema.


Em resumo, muitos destes métodos podem complementar a avaliação e principalmente o uso em pesquisas científicas, mas nada substitui uma boa coleta da história com inspeção e palpação da região acometida.